terça-feira, 26 de março de 2013

Esquece que te lembras

A exposição de fotografia de Vasco Rafael com a colaboração de Tiago Chaves foi, na nossa opinião, um dos pontos altos das atividades culturais do Dia do Patrono.
 
Deliciem-se com o texto "Esquece que te lembras" de Tiago Chaves e algumas das fotos de Vasco Rafael ( alunos do 11º ano do Curso de Artes Visuais).
 
 
 
 

 
 
«Lembra-te como nasceste.
     Lembra-te como vieste.
     Lembra-te do colo.
     Lembra-te de chorares por mãos que te soubessem agarrar, que te abanassem, que te embalassem, que dessem peito para consolo, para satisfação que nem sequer entendias.

     Lembra-te do esforço, aquele que fizeste para deixares de gatinhar, que fizeste para ouvir e balbuciar, que te foi feito para deixares de mamar.
    Lembra-te das palmas quando sopravas velas, do sabor do bolo que tanto gostavas, do embrulho que te reluzia nos olhos.

     Lembra-te da insensatez das correrias. Quantas vezes as fizeste. Das primeiras leituras, do conhecimento que te deu amarguras, das tuas formosuras que encantaram os olhos de outrem.

     Lembra-te de quereres repetir a tua história.

     Esquece quem sou.

     Esquece quem somos.

     Esquece os risos e saltos e insolências, esquece cheiros, cores e paciências. Esquece onde te deitas e quem te deitou, esquece quem mais de ti cuidou.

     Esquece-te das palavras que leste e ouviste, do teu próprio toque e da facilidade de andares por aí a acenar a quem acenavas.

     Esquece o sangue.

     Esquece as lágrimas.

     Esquece os colos.

     Esquece os cheiros.

     Esquece a luz.

     Esquece que te lembras. »

terça-feira, 19 de março de 2013

Quando vier a Primavera...

«Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.»


 no poema "Quando vier a Primavera",
de Alberto Caeiro.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Esclarecimento da Direção


A Escola Secundária Camilo Castelo Branco tem vindo, ao longo dos últimos anos, a ser vítima de rumores, na Cidade de Vila Real, sobre o seu encerramento.
Esses rumores pretendem prejudicar o normal funcionamento desta escola, razão pela qual a Direção vem desta forma veementemente desmentir tais afirmações.
Em anos anteriores, a Direção ignorou os rumores, prosseguindo com o excelente e digno trabalho que, nesta instituição, se realiza pelos elementos desta comunidade educativa.
No entanto, porque a atitude persistente e indigna de quem lança sistematicamente esses rumores parece querer sobrepor-se ao trabalho sério e responsável aqui realizado, a Direção entendeu denunciá-lo publicamente, dando conhecimento aos Vila-Realenses que o “Liceu” continua vivo e de portas abertas a todos quantos queiram frequentar a instituição.
A DIREÇÃO

MANDARIM NA CAMILO


 
A Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco promove, nos dias 18 e 19 de fevereiro, das 18.30 às 20.30, workshops de Mandarim para os seus alunos e professores.
A escola, ciente da importância da aprendizagem de idiomas na empregabilidade e da relevância que o Mandarim assume no contexto económico, tomou a iniciativa de organizar estes workshops no sentido de corresponder aos interesses da comunidade educativa. Assim, para além de abrir novas oportunidades a jovens e adultos, a experiência desta aprendizagem será divertida.
As inscrições decorrerão até ao dia 14 de fevereiro, na direção da escola.
Brevemente, serão divulgadas as datas de inscrição e início de cursos de Mandarim a realizar na escola, no mês de março.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Viver juntos


Os Amantes (R. Magritte)
«Para que pode servir a Filosofia contemporânea?

Para viver juntos da melhor maneira: no debate racional, sem o qual não existe democracia, na amizade, sem a qual não existe felicidade, finalmente na aceitação, sem a qual não existe serenidade. Como escreveu Marcel Conche a propósito de Epicuro, "trata-se de conquistar a paz (pax, ataraxia) e a philia, ou seja a amizade consigo próprio e a amizade com o outro." Eu acrescentaria: e com a Cidade, o que é política, e com o mundo – que contém o eu, o outro, a Cidade… -, o que é sabedoria. Dir-se-á que isso não é novo… A Filosofia nunca o é. A sabedoria é-o sempre.»

in Comte-Sponville, A. e Ferry, L. (2000). A Sabedoria dos Moderno. Dez Questões para o Nosso Tempo. (pp. 456-457). Lisboa: Instituto Piaget

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Balanço da 1ª fase do Parlamento dos Jovens





Importância desta iniciativa para a escola

O programa Parlamento dos Jovens inserido no plano anual de atividades da ESCCB, certamente contribui para o desenvolvimento de um pensamento informado e crítico e para o aperfeiçoamento de competências argumentativas essenciais em democracia.

O valor desta iniciativa reside, utilizando as palavras de F. Savater, em demonstrar que “não há homens que nascem para mandar nem há outros que nascem para obedecer, mas que todos nascemos com a capacidade de pensar e portanto com o direito político de intervir na gestão da comunidade de que fazemos parte”.

E foi sempre com esta ideia presente que procurámos, aqui na Camilo,  divulgar os objetivos deste programa e incentivar a participação dos alunos e a colaboração dos docentes.
 

O  projeto de recomendação da ESCCB do Ensino Secundário será defendido na sessão distrital, a realizar no dia 11 de março, pelos seguintes deputados eleitos (4 efetivos e 1 suplente) na sessão escolar:
Gabriela Sousa (11ºC)
António Amaral (11ºC)
Catarina Gonçalves (11ºI)
Carlos Afonso Diniz (11ºI)
André Abraão (10ºG).

No que respeita à participação dos alunos do Ensino Básico no Parlamento dos Jovens, a ESCCB será representada pelos seguintes deputados:
Alex Ramos (9ºA)
Mafalda Perdicoúlis (9ºA)
José Magalhães (9ºA)
Tatiana Vilela (9ºD)
Sara Marçal (9ºD)

Esta 1ª fase do projeto permitiu desenvolver atividades direcionadas para a formação cívica e cultural dos nossos alunos. O sucesso desta iniciativa só foi  possível graças à dedicação e empenho de todos os intervenientes que, não obstante as dificuldades do presente, acreditam que o mundo pode e deve ser melhor.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dose certa

Procuro a
minha dose.
Quanto sou?
Que espaço ocupo?
Que tempo tomo?
Às vezes, sou demais,
quase veneno.
Encho com excessivas
palavras.
Melhor fora ser
silencioso solvente.
Outras vezes
devia ser mais presente.
Mais soluto.
Mais concentrado.
Sou micro-escala
quando deveria
gritar ao mundo
toda a injustiça.
Meu sonho?
Ser tónico, não tóxico.
Procuro a
minha dose,
a dose certa...















João Carlos de Matos Paiva

Professor Auxiliar com agregação no
Departamento de Química (Secção de Educação),
da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

http://www.jcpaiva.net/